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Link na bio e LGPD: o que a ferramenta guarda sobre quem clica

Quando alguém abre a sua página de links ou toca num botão, a ferramenta recebe o que qualquer site recebe: o endereço IP, a identificação do navegador, o horário e, às vezes, a página de onde a pessoa veio. O que muda de uma ferramenta para outra é o que ela grava disso, por quanto tempo e o que mostra para você.

No Allinks, o IP nunca é gravado nos registros de visita e clique: ele entra num cálculo que gera um identificador embaralhado, que muda todo dia, e é descartado. Este texto não é orientação jurídica; para as obrigações do seu negócio diante da LGPD, fale com um advogado.

O que acontece quando alguém clica?

A visita. Ao abrir a página, o navegador da pessoa faz uma requisição ao servidor. Com ela chegam o IP, o user agent (texto que identifica navegador, sistema e tipo de aparelho), o horário e o cabeçalho de origem, que diz de qual site a pessoa veio.

O clique. Ao tocar num link, a pessoa passa por um endereço curto da própria ferramenta antes de seguir para o destino. É esse desvio que permite contar o clique. Os mesmos dados técnicos chegam de novo, agora associados ao botão tocado.

No Allinks, cada visita ou clique vira um registro com:

Campo O que guarda
Site e bloco Qual página foi aberta e, no clique, qual botão
Identificador do dia Um código embaralhado, explicado abaixo
Dispositivo Só a categoria: celular, tablet ou computador
Navegador e sistema Só o nome, como Chrome ou Android
Origem Só o domínio de onde a pessoa veio, sem o resto do endereço
Horário O instante do evento

A origem fica só no domínio de propósito: o endereço completo pode carregar parâmetros com dado pessoal.

O que é dado pessoal nesse contexto?

Para a LGPD, dado pessoal é qualquer informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Nome e e-mail entram, mas o critério é mais largo: um dado que, combinado com outros, permite chegar a alguém também pode entrar.

O endereço IP costuma ser tratado como dado pessoal, porque pode ser ligado a uma conexão e, por ela, a uma pessoa. Já uma contagem agregada de visitas não identifica ninguém.

Entre os dois fica o dado pseudonimizado: um código calculado a partir de dados da pessoa, que sozinho não a revela. Como classificar cada caso é pergunta para o seu advogado. Do lado da ferramenta, o prudente é guardar o mínimo, pelo menor tempo.

Como contar visitante único sem guardar IP?

Contar pessoas diferentes exige reconhecer que duas visitas vieram do mesmo lugar, e o jeito mais simples seria guardar o IP.

O Allinks faz de outro modo. A cada visita, o servidor junta o IP, o user agent, o código do site e um segredo que troca todo dia, e passa tudo por uma função de mão única. O resultado é um código fixo de 64 caracteres. O IP e o user agent usados no cálculo não são gravados junto.

Isso tem três efeitos:

  • Dentro do mesmo dia, a mesma pessoa no mesmo aparelho gera o mesmo código, e a contagem de únicos funciona.
  • No dia seguinte, o segredo muda e o código também. Não dá para ligar a visita de hoje à de ontem nem montar o histórico de alguém.
  • Entre sites diferentes, o código do site entra no cálculo, então a mesma pessoa não pode ser seguida de uma página para outra.

O preço é uma contagem de únicos menos precisa em períodos longos: quem volta em três dias diferentes conta como três únicos. Para uma página de links, essa troca vale a pena.

Mais duas regras:

  • Acesso de robô não vira registro. Pré-visualização de link em mensageiro, rastreador de busca e monitor automático entram só num contador diário, com o motivo do filtro. Nenhum dado da requisição é guardado.
  • O detalhe tem prazo. Os registros individuais ficam guardados por 90 dias e depois são apagados. O que continua são os totais por dia, que não identificam ninguém.

Você, dono da página, vê só números agregados no painel. Não existe lista de quem visitou. O que olhar nesses números está em o que medir nos cliques do link na bio.

E o que entra na página além da contagem?

Vídeo do YouTube ou do Vimeo, player do Spotify e mapa vêm do serviço de origem e carregam junto com a página. O navegador da pessoa conversa com esse serviço, que tem a própria política de privacidade. No Allinks, o vídeo do YouTube usa o domínio de privacidade reforçada do próprio YouTube, mas cada conteúdo incorporado é mais um terceiro na conversa.

Os registros técnicos de operação, comuns a qualquer site, estão descritos na Política de Privacidade.

O que perguntar à sua ferramenta?

Se a resposta não estiver na política de privacidade, pergunte ao suporte:

  1. O IP do visitante é gravado? Se sim, por quanto tempo e para quê?
  2. Como os únicos são contados? Cookie, IP guardado ou identificador que expira?
  3. Por quanto tempo o registro individual fica guardado? E o que sobra depois?
  4. A origem guarda o endereço completo ou só o domínio?
  5. Há scripts de terceiros na página pública? Pixel de anúncio e ferramenta de análise externa levam o dado para fora.

Se você está comparando ferramentas por esse critério, o comparativo com o AllMyLinks tem uma seção sobre isso.

Perguntas frequentes

Minha página de links precisa de aviso de cookies?

Depende do que a página usa. A contagem do Allinks não depende de cookie no navegador do visitante, mas conteúdo incorporado de terceiros pode usar. Se a sua atividade exige aviso ou consentimento é uma avaliação jurídica, caso a caso.

Consigo saber quem visitou a minha página?

Não. O painel mostra totais e percentuais, nunca uma lista de pessoas. Saber quem é o cliente depende da conversa no destino, como o WhatsApp.

Os dados de visita são vendidos ou usados para anúncio?

Não. A Política de Privacidade do Allinks lista os usos: operar o serviço, gerar os relatórios para o dono da página, comunicações essenciais e segurança.

A contagem usa pixel ou script de terceiros?

Não. No Allinks a visita e o clique são contados no próprio servidor, no momento em que a página é pedida ou o link é tocado. Não há script de análise externo na página pública levando esses dados para outra empresa.

Para começar

Abra a política de privacidade da sua ferramenta atual e procure as respostas das cinco perguntas acima. Se faltar alguma, você já sabe o que perguntar.

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